Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de março de 2013

O Grande fingidor



Oh sim, eu sou o grande fingidor 
Só rindo e feliz feito um palhaço 
Eu pareço ser o que não sou 
Estou vestindo meu coração como se fosse uma coroa 
Fingindo que você continua por perto

Muitos dizem que a vida é bela.
Eufemismo.
A vida é dura.
Desde que nascemos, travamos uma batalha perdida, afinal ninguém sai vivo daqui dessa vida.
A vida é uma mistura de Mike Tyson com Anderson Silva,que te baixa a porrada sem dó.
E você tem que continuar apanhando com um sorriso no rosto, e blefando pra ela dizendo coisas como 'Só isso que você sabe fazer? Você não é de nada! Isso é soco de menininha!"
A vida se resume a saber não o quanto você pode bater, mas o quanto você aguenta apanhar.
Por isso que muitos talvez joguem a toalha.

Mas porque alguns filhos de uma rapariga insistem em dizer que a vida é bela?
Fingimento.
Talvez a tática mais usada pelas as pessoas.
Não, a tática mais usada é a ignorância. a tática "não quero saber que a vida é uma merda, eu quero é curtir baldão de skol, red bull vodka, vomitar tudo acordar com uma baranga/traveco/negão do meu lado"  é beeeeem mais difundida por aí.
Mas o fingimento é melhor.
Fingir estar bem, fingir que nada lhe atinge.
Fingir, fingir, fingir.
E no final você se torna o fingidor de tão alto gabarito, que você sabe muito bem controlar o momento de fingir que 'estou bem, sou foda pra caralho vida, você vai ter que fazer muito melhor do que isso se quiser me ver pedindo arrego' e o momento de deitar na cama, encostar a nuca no travesseiro e enfim relaxar os ombros e chorar baixinho para não incomodar os vizinhos pois parece que suas paredes são feitas de papel.
Está é uma versão da minha vida simplificada, para poder tocar nas rádios. a versão estendida vai ser lnçada em clipe no youtube em breve.

Existem táticas melhores, mas nenhuma tão eficaz como fingir. Se Havard fizesse um estudo disso, daria mais respaldo em meu texto, mas como não foi, fiquem com minha palavra. Ser um fingidor é bom, você já foi um dia para agradar alguém que ama eu sei, mas nunca fingiu para agradar a si mesmo. Até porque isso é ilógico. Mas fingir uma coisa por fora estando ao contrário por dentro é comum. Estou fazendo isso nesse exato momento em que esse texto é lido.

E devo fazer por um bom tempo pois a dor que sinto deve aumentar de novo.






segunda-feira, 11 de março de 2013

Religião não se discute, mas deveria.



"Religião é ópio do povo"
Karl Marx

Ser Agnóstico é deveras complicado. Responder isso quando pergunta qual é minha orientação religiosa é tão desanimador do que fazer exames de fezes. Então prefiro ir para coloquial e dizer  'Apenas acredito em Deus.' . Respeito qualquer tipo de manifestação religiosa, acredito que a maioria das pessoas precisa de algo para acreditar, afinal, imagina que chato para muitos terem a certeza de que depois que morrem não tem nada do outro lado, nem mesmo uma placa de boas vindas, com aquele biscoitinho com patê de presunto com cidra barata pra recepcionar o novo habitante? Mas alguns problemas da religião é que ela cega. As religiões em si não fazem menção à tolerância. Tratam as outras igrejas como ruins, como inimigas até arrisco dizer. Ouvi uma vez de um evengélico que os catóilicos vivem crendo em sua fé, adorando imagens ocas. Já os católicos dizem que os evangélicos sofrem lavagem cerebral e vivem dando seu dinheiro para pastores. E ambos dizem que quem é do candomblé fazem coisas ruins e roubam o seu dinheiro! O pessoal do candomblé(a popular macumba) não quer ser comparado ao espirítismo e vice versa.. E todas as religiões dizem que budismo é uma babaquice. E todos os ateus e todas as religiões dizem que judeus filhos da puta pão duros, que só sabem sugar o dinheiro dos outros. E acho que todo mundo tem razão.

Sinceramente, se Jesus Cristo tivesse que descer a terra de novo e perguntasse como as pessoas fazem para louvar à Deus, ele ia ficar bem confuso. Talvez ele acreditasse na igreja maradoniana. Na católica seria difícil. Se ele mesmo ensinou a amar o próximo, como ver o Vaticano com igrejas todas com detalhes em ouro maciço, e tanta gente morrendo de fome? E os evangélicos que, seus líderes estão entre os homens mais ricos do Brasil, com a fortuna na casa dos bilhões? Jesus pensaria que a galera não entendeu muito bem o recado dele, ou que depois de mais de 2000 anos, a sua palavra foi levemente deturpada.



Não acredito no Deus que as religiões falam. Onipresente, Onisciente, aquele que se você seguir a sua cartilha e dar um dízimo bem gordo terá tudo de bom, mas se você for mal terá  o seu bumbum espetado pelo tridente do capeta. Isso contradiz aquele papo de 'Deus é amor' e 'Deus é fiel. Saia da linha e veja o que te espera segundo o catolicismo. Eu já li a bíblia de cabo a rabo. E Li um negócio interessante, além das severas punições e mortes causadas por Deus aos pecadores e homens de pouca fé, e o apocalipse, que Hollywood vive usando pra inspiração de seus filmes catástrofes. Deus nos deu livre arbítrio. Deus nos ama e deixou que a gente decidisse por nos mesmo a nossa vida. Não acredito em Deus onipresente, até porque, como explicar tanta atrocidade debaixo dos olhos dele? A Não que ele seja um belo de um sádico, não acredito em sua onipresença. Deus nos deu a chance de fazer muita coisa nesse mundo imenso. E nós fazemos a nossa escolha. Que é fazer um monte de merda, principalmente por motivos religiosos, com frases idiotas de "Meu Deus é melhor que o seu" " Sua religião é imunda" ou "Por Alah!" seguido de um imenso CABUM!

Prefiro não ter religião, mas tratar todo mundo igualmente e com justiça, independente de que religião ela tem. Não sou perfeito, sou falho como qualquer outro. Mas acredito que seríamos muito melhores se em vez de usarmos a religião como um ópio barato, ou usando como a religião apenas para aliviar sua barra, fizéssemos apenas uma coisa que Jesus ensinou mas quase nenhum chefe religioso prestou atenção por que não dizia que era pra dar o dízimo à igreja é o "ama seu próximo, como a ti mesmo". Deixar de rotular a pessoa por religião e respeitar a pessoa independente do que ela seja. Acho que assim, quando tivermos mais respeito e amor pelo o próximo, as pessoas não sejam tão enganadas por caras como esse:

quinta-feira, 7 de março de 2013

Estádios, A terra de ninguém



O torneio de futebol mais importante da América do Sul é a Libertadores. O continente sulamericano manda suas melhores equipes e o campeonato é disputado, Equipe visitantes sofrem com o tratamento feito pela as equipes mandantes, com as torcidas tacando tudo que tem na mão no cara que cobra escanteio. Alguém na Conmebol acha isso o glamour do torneio. Esse clima de guerra, uma batalha sem precedentes pra ser o melhor da América. Mas acho que em um tempo em que se prega tanto a não violência, ver estádios como terra de ninguém é estranho demais. E mais estranho é ver uma organização que deveria ser séria sendo conivente com isso, ao reverter a punição do Cortinhians jogar sem público em todos os jogos por uma multa. Que deveria ser  paga à familia do garoto que a Gaviões da Fiel matou. Ah, mas a Conmebol é necessitada, tá precisando dessa grana, coitada.

Não só pelo o caso do Corinthians, que  sua torcida  Gaviões da Fiel acabou matando um jovem de 14 anos. Velez Sasfield e Peñarol, a porrada comeu nas arquibancadas, literalmente. Isso sem contar a torcida organizada do Palmeiras que agride os seus próprios jogadores, cobrando resultados. Claro que temos muito mais exemplos e vamos ter muitos outros, porque a impunidade impera nos estádios da América do Sul há décadas. Essa violência só pode acabar com os orgãos responsáveis pela Libertadores punam exemplarmente a equipe, dos torcedores brigões(ou assassinos). Quando o time sofrer por algo que o torcedor faça, sem chance para recorrer, as coisas vão melhorar. Os Clubes vão parar de financiar torcidas organizadas, que são um câncer maligno no futebol e assim quem sabe, esses caras que acham que futebol é apenas um pretexto para brigar arrume outra coisa pra fazer, como ir em um puteiro e comer umas putinhas, ou sei lá, ir na Le Boy. Dizem que essas necessidades de ser violento é um boiolagem enrustida.

Mas isso nunca será feito. A Conmebol é mole, a CBF é mole, os clubes são moles, e nos estádios e nos arredores as coisas serão assim, no código de Hamurabi. entram com morteiros, agridem jogadores cobrando resultados, sendo que nem são eles que pagam o salário dos caras, agridem inocentes, matam inocentes com morteiros, paus,pedras e atos covardes. E tudo isso será sempre encarado uma grande fatalidade."Ops, o morteiro disparou" "Ops, sem querer dei 45 paulada na cabeça desse otário". Acredito eu Só quando tivermos uma tragédia sem precedentes, como foi a tragédia de Heysel, na final da UCL em 1985, quando morreu uma cabeçada de gente por conta de torcedores brigões,  é que vão começar as caças às bruxas. Tarde demais, como sempre, pra manter a tradição latina de apenas fechar a ferida aberta em vez de prevenir o tombo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Crônica: Aminofilina


(Essa e uma crônica, não é a bula do remédio)

Aminofilina era um amigo de infância. Convivia com ele por meses. eu precisava tomar esse bendito remédio  broncodilatador quase que diariamente quando eu sofria de uma crise de bronquite asmática. A torcida sempre era desse meu amigo resolver minha situação, que não era muito boa. Minha rotina em tempos de 'crise' era tossir, tossir, expelir um catarro verde pulmonar (quando criança, achava que essa era a cor do meu pulmão.) e respirar um pouco melhor,e depois voltávamos ao ciclo. Mas quando não adiantava, e a respiração ficava fazendo um barulho de um ratinho grunhindo, era hora de partir pro hospital me internar, enfiar uma agulha no meu pulso esquerdo, ficar no soro e tomar uma sopa nojenta de hospital. E eu xingava aquela bosta de remédio com um dos gostos mais amargos que experimentei. Mal sabia Aminofilina foi apenas uma prévia do gosto que a vida seria.

Quando voltava do hospital era cercado de cuidados. Não podia sair pra brincar, não podia pegar poeira, não podia ficar perto de cachorro,gato,cavalo,periquito, porquinho-da-índia,iguana e do castor albino da Groelândia. Eu odiava não ser uma criança normal, que brincava, se estabacava no chão (mentira, isso eu sempre fiz com maestria), que jogava bola até cansar ( no meu caso seria por 15 min ou menos), que mexia na sujeira, tacava gatos na parede enfim, tive muito pouco do que gostaria de ter na minha infância.Embora ela não tivesse sido ruim.  Vi muita televisão e só conseguir transpor minha paixão pelo futebol, escolhendo a posição mais difícil e cruel: A de goleiro. Amo ser goleiro , mas na época era necessidade. ou era isso ou futebol só no mega drive, com aqueles gráficos incríveis de 16bits. E sozinho, fiz meu mundo de imaginação, com os bonecos que ganhava e os gibis da DC e da Marvel que meu vizinho sempre me emprestava. Não foi de todo mau a minha infância, mas sentia que não era normal. Claro, não é normal faltar duas semanas no colégio por estar doente.E eu sempre tive dificuldade em fazer amizades. Tanto é que, não tenho contato com nenhum amigo daquele tempo.

Quando adolescente, as crises finalmente sumiram e eu pensava comigo mesmo que eu viva de teimoso, se eu nasci com os pulmões tão fracos, porque durei tanto? Porque tive que sofrer tanto na infância? Questionei a religião, no catolicismo não souberam me responder, isso devia ser um karma. Bosta de karma. Dizem que as coisas que acontecem com a gente na infância nos marcam pra vida toda.E é verdade . Sempre fui quieto,introspectivo,só, tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas, acho que devo tudo às minhas noites mal dormidas tossindo massinha de modelar verde .Sou desconfiado, tenho medo de me relacionar, por que não tive como fazer isso quando criança. A solidão era foda, e eu nunca fiz nada para amenizar isso. Na adolescência, Fiquei mais sociável, melhorei, fiz mais amigos, mas não soube cultivar o suficiente todas essas amizades. O tempo é cruel, muda sempre os rumos da gente, temos sempre que aproveitar os momentos e renovar as amizades. Eu acho que não as renovei, não me renovei. Apenas retrocedi. Foi como ouvi algo de um amigo, que no fundo no fundo, você está sempre sozinho, não tem ninguém com você.Você nasce sozinho, morre sozinho. É o que eu sempre senti. Pude ter uma multidão do meu lado, mas no fundo estive sempre sozinho. Porque não me abro com as pessoas, elas devem achar que não gosto delas, e se afastam. Não sei, é uma teoria boba e sem fundamentos. Mas o certo mesmo é que eu  me livrei do gosto amargo da aminofilina, mas o amargo dela nunca saiu de mim. O gosto vive circundando na minha boca enquanto pode.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Prólogo



(Texto grande longo chato e desconexo, eu acho, mas fica como apresentação pra essa humilde bagaça.)

Eu tenho um monte de escritos. Poemas, contos, crônicas, até um romance, que na época achei que era uma romance, mas não passa de uma novela. Aliás eu tenho duas novelas(não confunda com tele novela!).Eu guardo tudo em uma pasta, que fica todos os meus escritos. Acredito que tenha algo de 1998 até 2007 mais ou menos, quando lancei meu livro Dançando entre lírios mortos(nome foda, mas grande pra caralho). Meu blog de poesias(O trovador de ilusões, era assim que eu me auto-intitulava) andava muito bem abastecido. E após disso, meu ritmo literário foi diminuindo, minguando até chegar a marca de zero. Meu outro projeto, o GP séries, de brincadeira, ficou algo seríssimo, mesmo continuando a falar besteira, coisa que faço com maestria. O reconhecimento veio e o reconhecimento é o impulso que faz a gente escrever, escrever que nem louco. E eu escrevo até hoje sobre F1, algo que amo, adoro a velocidade, se pudesse escolher minha morte ia ser me arrebentando a uns 300 km/h. Mas eu amo escrever. Mas escrever sobre o quê, Marcos Antônio? Poesia é que não vai ser mais.

'O Trovador de Ilusões' vai viver para sempre pois nunca o apagarei. ele foi embrião do GP séries, de vez em quando eu escrevia sobre F1 lá. E agora ele dá mais outro fruto, que é o prosa incontida. Enchertei no blog, para não morrer, músicas, contos, crônicas, mas sentia que não era o lugar dele. Afinal, aquilo era o espaço do trovador. Trovador esse que infelizmente morreu em mim. Perdi a sensibilidade, ou melhor, a ingenuidade de que a poesia feita em esquema de estrofes ABAB seria ótima. Minha poesia é ruim. Na minha humilde e crítica opinião, meu livro vendeu 80 cópias por milagre. Até hoje não sei se as pessoas se identificaram mesmo com ele ou disseram só pra me agradar.Acredito que seja a primeira opção, mas meu amargor recente adora me dizer ao contrário. Mas o livro se pagou e é isso que importa. Sobraram 20 livros, que se eu morasse em um lugar frio, tinha virado um belo combustível para a minha lareira. E minha poesia não era técnica, era um desabafo, um grito de desespero que não preciso mais dar, não preciso mais dizer ao mundo o que sinto e penso, porque na verdade, o mundo pouco se importa com o meu sentimento. Mas por que o 'Prosa incontida'?

Como disse, quando tive a certeza de que o mundo não ligava para o que eu dizia (oh! Ingenuidade) me bloqueou. Outros fatores ajudaram, como problemas em trabalho e amor, mas mesmo quando isso se acertou, eu não escrevi mais uma linha. As histórias até surgiam, mas continuavam planando em meu cérebro sem sair  para um papel ou uma tela em branco. senti falta até da máquina de escrever que usei no incio das minhas aventuras literárias. Sim, eu quis começar de um jeito bem hipster. Mas uma hora ou outra essas histórias se rebelariam, a minha opinião quer sair, não consigo ser apenas mais um. Mesmo que o mundo não me leia ou não se importa com o que um técnico de informática metido a escritor de merda quer dizer. FODA-SE O MUNDO, sinceramente eu vou escrever o que eu acho, o que sinto, o que penso, o que fantasio, o que desejo, tudo está ao meu alcance através da escrita. Eu, quando criança/adolescente queria ser tantas coisas, que só a escrita, pode realizar meu desejo. 

Isso aqui só vai ser mais um dos meus cadernos que mantenho guardado. O trovador acabou a folha e não vou mais ficar grampeando folhas em branco na contra capa. Comprei outro caderno e é hora de enchê-lo. A única diferença é que qualquer um vai ler. Mas não pense que verão um diário, dizendo sobre o que eu fiz no dia e qual o meu backstreetboy favorito(A.J).Aqui só vão ver um escritor que não consegue mais esconder sua escrita, às vezes sutil, ou sarcástica, ou irônica,ou  irasciva, ou 'miguxa'. Por isso o nome do blog. Uma prosa incontida que se tornou impossível escondê-la aos oolhos dos normais, se é que existe algum normal  nessa bosta de mundo.